“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6.

Consideremos esta afirmação diretiva e repleta de mistérios, pois, pela fé cremos que o universo, o nosso planeta e os seres que os preenchem foram criados por Deus, mesmo que não estivéssemos lá. Pela fé reputamos todas as histórias que lemos e ouvimos nas Escrituras e aceitamos que de fato aconteceram e, que, não se trata de lendas ou contos que perduraram pelos séculos nas tradições hebraicas. Tudo isso significa que, já temos fé em nós, ou melhor, a fé em nós, é, em certa medida, influente em nosso estilo de vida.

A Palavra nos leva além, esta fé teórica deve ser estendida a outros aspectos do nosso ser, precisamos de uma fé operante. A Bíblia relata que, pela fé, Noé iniciou a construção de uma arca que em condições naturais seria impossível de ser edificada, estrutura que foi capaz de salvar toda a sua família durante o dilúvio. Não havia chuva na face da terra, ao passo que não havia razão para construir uma arca com dimensões colossais. Se Noé tivesse buscado indicativos, ou evidências meteorológicas, jamais ele teria reunido forças o suficiente para sequer começar a construção da arca. Mas, apesar de não ter contemplado nenhuma mudança climática, ele se dispôs a edificar com a mesma intensidade e constância.

Abraão, pela fé, deixa a casa do seu pai, família, e a sua pátria, abandonando, a zona de conforto que o mantinha seguro e, lançando-se a caminhos desconhecidos e cenários jamais vistos por ele. Aventurando-se em lugares que ainda não havia posto os pés, e, não tendo, a princípio, nada que o chamasse a atenção, ou, que o motivasse de imediato e externamente, Abraão, caminhava em direção a uma nova terra, em obediência à promessa que o Senhor liberou sobre a sua vida.  

É certo que, torna-se impossível agradar a Deus sem fé, pelo simples fato de todo aquele que decide se aproximar do Senhor precisar crer que Ele existe e que, se importa o suficiente para responder aqueles que o procuram. O sistema operacional ao qual insistimos em nos submeter frequentemente, é demasiadamente racional. Observamos naturalmente, logo, desistimos naturalmente. É preciso, falar, ver e agir em fé.

“Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe, então, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a mão no seu lado, de modo algum acreditarei.

Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” João 20:24-29.

Tomé, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu entre eles ressurreto, no entanto, foi surpreendido pelo próprio Jesus, e exortado a crer sem ter a necessidade de ver.

Se esperamos para ver antes de crer, este é um sinal evidente de falta de fé. Jesus afirmou que, bem-aventurados os que creem antes mesmo de ver. Quando oramos pela cura de uma enfermidade, cremos que estamos sendo curados, ao orarmos por transformação, cremos que estamos sendo transformados. Não agimos com desesperança, e sim com confiança em Deus e, Sua Palavra.

Declaração

Querido Pai, venho pedir para que arranque todas as formas de incredulidade em meu coração. Reconheço que, por vezes, tenho obtido uma fé fraca, quando decido ver primeiramente, antes de crer em Ti. Arrependo-me Senhor! E declaro que tudo aquilo que está no Teu coração, e que tenho esperado no Senhor irá se cumprir. Descansarei e confiarei. Não permitirei que aquilo que eu vejo, ou o que não vejo, possa determinar a minha convicção em Tua Palavra, em nome de Jesus, amém!